terça-feira, 30 de junho de 2009


Desmedida - a falta de limites (Braz Campos Durso)

Acabei de ler um texto na revista Isto É de 1/julho que me chamou a atenção para o título da matéria: A FAMA MATA - especialistas explicam por que a morte vira o único limite para quem leva uma vida superlativa. Resolvi fazer alguns comentários sobre esse tema.

Muitas pessoas sonham com conseguir fama. Será que ser famoso é realmente uma necessidade ou um objetivo de vida ? Devemos nos perguntar primeiro o por que de querermos ser famosos. Creio que muitos irão responder o status, o dinheiro, o poder, enfim coisas materiais. Caímos aqui numa ilusão de que os bens materiais estão associados ao bem estar e à felicidade. Conheço várias famílias que possuem tanto poder e fama e que são cercadas de tragédias ou infelicidades afetivas. Esquecemos que a felicidade não depende de bens materiais. Ela depende apenas do que sentimos em nosso coração. De sabermos valorizar as pequenas coisas da vida e que estas não dependem de nenhum bem material. Quanto maior a nossa capacidade de desapego maior consequentemente, nossa chance de sermos felizes. A maior armadilha da fama vem do que as pessoas envoltas por ela acabam fazendo: cometendo excessos e se achando superioras a todo mundo.

Um psicanalista argentino radicado no Brasil chamado Alberto Godim na reportagem da revista Isto É (A FAMA MATA – 1 julho), alerta para o fato dos famosos viverem em um estado de paranoia. Segundo ele “o paranoico acha que todo mundo está olhando para ele. O famoso tem de lidar com isso na vida real: de fato está todo mundo olhando para ele. Isto causa o afastamento do comum e acentua o narcisismo. Isto acaba levando a solidão e consequentemente à busca por suportes: drogas, álcool e remédios, para a frustração por ter de lidar com a insignificância humana. Todo esse pensamento do psicanalista realmente deve nos levar a refletir sobre a busca pela fama e poder. Se pensarmos bem a clássica frase: dinheiro não é tudo, neste contexto parece ter a sua fundamentação mor.

O sociólogo Muniz Sodré na reportagem desta revista, chama a atenção para o fato da morte acabar sendo o limite para quem vive uma vida sem limites. E isto pode facilmente ser observado, pois normalmente os famosos acabam por terem mortes trágicas e muitos ainda jovens. Acabamos por transformar em mitos pessoas que filosoficamente e espiritualmente são vazias. Passamos a idolatrar pessoas não pelo seu caráter ou por sua capacidade de fazer o bem, mas sim pela sua capacidade de ser cada vez mais excêntrico. Ocorre uma grande inversão de valores morais na sociedade na hora da criação de mitos.

O autor do livro “O auto-engano”, professor Eduardo Gianetti, na reportagem explora a tese de que o caminho do excesso extravasa as fronteiras da nossa condição mortal, agride a ordem divina ou natural das coisas e, por isso, não termina bem. As pessoas absorvidas pelo condição de celebridade acabam por colocarem-se acima de tudo e de todos. Esquecem de que existe algo maior que nos rege. Esquecem de que nossa missão terrena deve ser baseada em fazer o bem. Esquecem que o importante é sermos nós mesmos. Sabermos reconhecer nossas limitações. Sabermos respeitar os espaços das diferentes pessoas. Entendermos que sempre existirá estágios diferentes e momentos diferentes entre nossos semelhantes e que nem por isso deixaremos de sermos felizes e termos nosso espaço.

A grande maioria acaba por confundir o que é buscar o seu espaço, com a fama. Confundem reconhecimento profissional e pessoal com poder. Nada disso deveria ser fundamental numa vida harmoniosa. Tudo isso deveria ser uma trajetória normal na vida. Posso conseguir reconhecimento profissional cada vez que um paciente, por exemplo, gosta de como é tratado de forma humana. Posso conseguir o reconhecimento pessoal cada vez que dou um abraço em algum membro da família ou ajudo alguém, mesmo que desconhecido. Para eu conseguir esses reconhecimentos, não preciso depender de ninguém, mas sim da minha paz interior. Esse tipo de reconhecimento vem com a nossa satisfação própria. Eu mesmo tenho de me realizar com o que fiz e não depender de um reconhecimento de alguém. Para eu ter esses reconhecimentos, eu não preciso ser famoso. Nenhuma excentricidade é necessária para se ser feliz. O grande valor das coisas persiste justamente na sua simplicidade. Demorei para perceber isso, mas quando o fiz, consegui estar em paz comigo mesmo e seguir meu caminho. Aprendi que mais importante do que fama e poder, está em termos amigos ao nosso lado. A solidão só existe para quem se torna vazio por dentro. Aprendi que mais importante do que ser um excêntrico, é procurar fazer o bem. Mais importante do que querermos ser, é sabermos respeitar nossos semelhantes. Mais fundamental acima de tudo é termos em Deus nossa referência primordial e o fazer o bem nossa meta.

quarta-feira, 24 de junho de 2009


Não viva a sua vida cheia de ressentimentos (Braz Campos Durso)

É interessante como podemos ver pessoas que têm tudo para serem felizes e que mesmo assim não o são. Essas pessoas só precisam acreditar nelas mesmos, mas acabam tão cheias de mágoas que não conseguem. Vejo constantemente pessoas que se ocupam em se dedicar ao ressentimento, fazendo dessa tarefa uma prática diária. Essas pessoas vivem sempre achando uma desculpa para algo que não dá certo. Elas sentem raiva, ódio, rancor e querem sempre reclamar e brigar, como se essas atitudes e sentimentos fossem realmente mudar alguma coisa, o que não acontece. Nossa vida é tão curta, tão momentânea e mesmo assim alguns passam a maior parte de suas vidas mergulhadas em ressentimentos. Devemos procurar sempre seguir em frente. Levantar e ir adiante. Mesmo aquelas pessoas que apresentam várias dificuldades na vida podem acreditar nelas mesmo e serem vencedoras.

Muitas pessoas necessitam de ter um direcionamento na vida para poderem seguir em frente. Nesse ponto a religião pode ser um fator determinante. Não importa qual o tipo de religião, desde que o objetivo seja o de fazer o bem. A religião pode ser em muitos casos o início de um novo círculo de amizade, de um novo sentido na vida pessoal e profissional, uma verdadeira âncora de apoio para as pessoas que ainda não conseguem acreditar no seu próprio potencial de seguir em frente. Servem também para mostrarem as pessoas que existem sofrimentos e perdas maiores do que as nossas. Servem para mostrar que as pessoas podem sim, ao contrário do que se pensa, serem solidárias e sinceras uma com as outras e se ajudarem. Nesse sentido único, a religião pode se tornar um fator determinante na mudança de atitude das pessoas. Isso não quer dizer que pessoas que adotam algum tipo de religião não irão mais errar nem deixaram de sentir algum tipo de ressentimento. Significa sim, que encontraram o apoio necessário para superar as barreiras que esses sentimentos podem causar ao ser humano. E tudo na nossa vida é um verdadeiro aprendizado. Aprender a superar esses sentimentos de raiva, ressentimento é uma das coisas mais fundamentais nos dias atuais.

Vejo muitas pessoas morrendo aos poucos por guardarem rancor no coração. Vejo pessoas envelhecendo rapidamente por guardarem tanto ressentimento no coração. Essas pessoas se esquecem da transitoridade da vida. Da rapidez dos momentos. Da brevidade da felicidade. Por isso não conseguem aproveitar nada. São pessoas que carregam com elas uma energia negativa. Pessoas que não conseguem ser felizes pois estão tão absorvidas em ter inveja, raiva ou qualquer outro sentimento ruim, que não conseguem adquirir um espaço próprio. Como se não houvesse espaço para todos brilharem, cada qual com a sua intensidade de luz própria. Essas pessoas esquecem que esse espaço existe e está dentro de nós mesmos. Só depende de irmos em frente, de queremos ser felizes. De definirmos o nosso trajeto e nossas conquistas e, lógico, batalharmos por elas. Depende principalmente do desapego material. Esquecemos que amizade não se compra. Amor não se compra. Família não se compra. Caráter não se compra. Ideais de vida também não se compram. O tempo que passou e que não existirá mais também não se compra. Saber aceitar as coisas que não podemos mudar é uma grande sabedoria. Saber aceitar a diferença de momentos entre as pessoas é outra grande sabedoria. Aceitar que nosso coração deve ser uma moradia para coisas boas deveria ser uma filosofia de vida. Nosso órgão vital não deve ter espaço para rancor ou ressentimento. O espaço do coração deve ser ocupado em sua totalidade com o amor e com o sentimento de fazer o bem. Quanto mais eu valorizo as coisas que vivo e o meu dia a dia, maior a minha felicidade.

sexta-feira, 12 de junho de 2009


O Julgamento (Braz Campos Durso)

Constantemente as pessoas julgam. Parece ser algo nato do ser humano: julgar seu semelhante. Julgamos com tanta ênfase que esquecemos que podemos nos tornar réu e sermos julgados também.

Existem diversas formas de se julgar, mas invariavelmente acabamos por julgar algo em alguém. O julgamento do aspecto físico é talvez o que causa maior frustração tanto para quem é julgado como para quem julga. Quem é julgado porque fica exposto a comentários maldosos e quem julga porque pode cometer erros e equívocos imperdoáveis.

Recentemente num programa de talentos da televisão britânica (reality show Britain's Got Talent) tivemos uma prova disso. Uma das participantes, a candidata Susan Margaret Boyle que externamente não se enquadrava no perfil de beleza, foi vítima do JULGAMENTO. Antes de abrir a boca e soltar uma voz maravilhosa ela foi ridicularizada pelos jurados do programa. Mas como tudo na vida, quando fazemos um pré julgamento acabamos por ter uma surpresa depois. E com esta candidata não foi diferente, fazendo com que ela chegasse a final do reality show.

Não consigo entender por que o ser humano tem essa necessidade de julgar. Julgamos com tanta veemência que esquecemos que erramos também. Já cansei de pré julgar alguém e me arrepender depois. Na verdade aprendi que antes de julgar temos de dar tempo para entender cada pessoa e principalmente saber respeitar as diferenças. Apenas por alguém não pensar da mesma forma que eu, não quer dizer que essa pessoa esteja errada e que mereça ser julgada. Quem garante que na verdade não é ela a correta e eu o errado ?

Quantas vezes também uma pessoa que é considerada “feia” não se torna a principal companhia e aquela que mais nos entende. Nessas horas não é melhor nos perguntar se o importante é o julgamento do aspecto físico ou o caráter e a amizade ? Acho que caráter e amizade sobrepõem em valor qualquer beleza física. De que adianta o físico se o conteúdo é vazio ?

Lembro de ter lido uma vez uma crônica na internet em que uma menina entra numa loja de animal e se apaixona por um cachorrinho que tem um defeito na perna. Ela fala para o vendedor que vai querer levar aquele pequeno animal com o defeito e o dono da loja responde que ela não deveria escolher aquele e sim outro animal, pois aquele apresenta um defeito. Mais uma vez vemos como as pessoas julgam pelo físico (no caso o dono da loja). Nessa hora a criança fala que quer aquele mesmo, pois como ela também tem um defeito na perna, aquele animal vai ser perfeito e eles vão andar na mesma marcha. Acho maravilhoso essa crônica, pois ela valoriza o significado do interior dos seres vivos. Essa lição de moral da crônica serve de alerta para entendermos a forma como nós, seres humanos, estamos conduzindo os relacionamentos nos dias de hoje: valorizando apenas o físico. Essa forma de agir e pensar faz com que relacionamentos com pessoas incríveis sejam perdidos. Quantas amizades sinceras não entram na nossa vida por culpa do modo como agimos ?

Antes de julgarmos alguém, devemos sempre nos perguntar se estamos dando tempo suficiente para conhecermos o interior dessa pessoa. Provavelmente não estaremos dando tempo suficiente para isso. Por isso, devemos escutar mais, entender mais, respeitar mais, ajudar mais e julgar menos. Dessa forma seremos mais felizes e faremos a todos do nosso convívio felizes. Antes de julgar, vamos aprender a aceitar as diferenças. O diferente não precisa ser julgado (lembre-se o diferente pode ser você). O exterior é apenas uma casca. Para ver o interior precisa-se de tempo. Para se aprender leva-se tempo. Então para que correr ?


segunda-feira, 8 de junho de 2009


MAIS PLATAO MENOS PROZAC: A FILOSOFIA APLICADA AO COTIDIANO

Abaixo vou colocar uma parte que eu gostei do livro de Lou Marinoff e depois vou fazer comentários sobre o tema. Lou Marinoff (PhD e professor de filosofia no City College de Nova York) é o principal líder nos EUA de uma nova corrente de pensamento que retira a filosofia do seu castelo acadêmico e a devolve ao dia-a-dia, utilizando as obras dos maiores pensadores da história para ajudar as pessoas a resolverem seus próprios problemas. Segundo este autor as terapias atuais não passam de “farmacologia neural”e hoje são feitas prescrições para pessoas que precisam tão somente de uma discussão.


Buda deixou um texto denominado AS QUATRO VERDADES NOBRES, que expõem um caminho importante para atravessar as provações mais árduas da vida, de modo que possam ser úteis às pessoas em circunstâncias extremamente penosas. A PRIMEIRA VERDADE é que a vida envolve sofrimento. A SEGUNDA é que o sofrimento é causado; não acontece por acaso. A TERCEIRA, que podemos descobrir a causa e romper a cadeia causal para impedir o sofrimento. Remova a causa e removerá o efeito. A QUARTA, e mais importante, é que devemos praticar para alcançar o fim explicado no terceiro ponto.

Segundo o pensamento budista, tudo que fazemos tem consequências, inclusive o nosso comportamento moral, embora não possamos dizer quanto tempo leva para uma consequência se manifestar ou que forma assumirá quando isso acontecer. Talvez não possamos escolher estar ou não numa situação específica, mas temos escolhas quanto ao que fazer com a situação em que nos encontramos. Escolhemos entre o bem e o mal, e se fizermos boas escolhas, acontecerão boas coisas. Se fizermos más escolhas, coisas ruins acontecerão. Isso transfere parte da responsabilidade e do controle às pessoas.

O budismo encara a existência como uma série de instantes, e o que acontece em cada um influencia o que acontece no seguinte. É uma postura otimista e que exige mais responsabilidade pessoal. A ênfase é no desenvolvimento moral.



Realmente é interessante a forma como as pessoas estão deixando o desenvolvimento moral de lado nas atividades diarias. Estamos nos acovardando atrás de máscaras de medicamentos, pois isso é muito mais fácil do que ter uma atividade reflexiva de nossos atos. Chego a pensar se hoje em dia o ser humano ainda consegue realmente pensar e refletir. Creio que na maioria das vezes nos movemos por influência da massificação cultural, independente do nível e forma de conteúdo que se possa denominar cultura nos dias atuais. Algo que realmente chama minha atenção é para o aquecimento global. Aquecimento esse apenas no clima, pois na vida diária dos seres humanos parece que estamos vivendo a maior era GLACIAL da história. Parece que cada pessoa comprou um iglu no polo norte e se isolou do restante do mundo. Estamos desenvolvendo uma característica em nossa espécie que não consigo ver como uma verdadeira evolução. A característica de enxergar seletivamente o que nos interessa. Vou explicar melhor esse meu ponto de vista, passamos na rua e fechamos nossos olhos para as pessoas passando fome, as pessoas apresentando algum tipo de dificuldade diária como um pneu furado por exemplo. Enxerguamos apenas o que estamos indo fazer naquele momento. Estamos virando escravos dos horários e do trabalho. Não é raro os pais não acompanharem o crescimento e desenvolvimento de seus filhos, devido a famigerada falta de tempo. Esse fato acaba fazendo com que pessoas de uma mesma família não se conheçam mais. E se dentro de uma mesma família já não conseguimos conhecer as pessoas na sua essência, imagina então conhecer uma pessoa estranha ao nosso convívio familiar. Talvez por esse motivo os relacionamentos matrimoniais estejam dando tão errado entre pessoas nos dias atuais. Estamos tão habituados a fazer tudo tendo como direcionamento nossa visão “seletiva”' que o ser humano está se tornando cada vez mais individualista e também frio, afinal não é a era GLACIAL que estamos vivendo hoje em dia ? O que me deixa mais preocupado é que não estamos mais sabendo saborear as melhores coisas da vida e que nos são dadas de graça. Não temos mais tempo para olhar a paisagem, ouvir o som da natureza e principalmente aproveitar as amizades e nossa família. Dizer um simples bom dia a um vizinho, dar um abraço numa pessoa querida ou mesmo dizer te amo a pessoa amada, viraram quase frases e atos obsoletos nessa era glacial. As vezes são feitas de forma totalmente impessoal o que é pior ainda, afinal não se deve brincar com sentimentos nessa vida. Talvez tudo isso esteja ocorrendo porque nos dias atuais não temos mais a preocupação de achar soluções para nossos problemas e também para explicar nossas atitudes. Não paramos mais para pensar antes de fazer. A preocupação moral tem ficado relegada a segundo ou até terceiro plano nessa era glacial. Creio que somente através da prática da filosofia em nossa vida é que conseguiremos sair dessa era glacial humana. Devemos buscar o calor de observar o brilho no olhar de uma pessoa que acabamos de fazer feliz. Devemos aproveitar cada momento com as pessoas que gostamos. Devemos curtir até o simples respirar em silêncio lendo o que está escrito no olhar de uma pessoa.Devemos priorizar o pessoal ao impessoal. Devemos e podemos. E isso pode ser tão fácil: basta querer!!!


quinta-feira, 28 de maio de 2009

Tem uma história que eu acho muito legal e resolvi postar aqui no meu blog. Infelizmente não sei quem é o autor da mesma. Caso alguém saiba, por favor , informar que darei os devidos créditos. Simplesmente linda a maneira pela qual  a história salienta a importância de permitirmos amar uma outra pessoa. Espero que esse texto  os  ajudem a voar rumo ao verdadeiro AMOR. Estou nesse rumo atualmente.

ANJOS DE UMA ASA   (autor desconhecido)

Certo dia, um anjo ajoelhou-se aos pés de Deus e falou.

"Senhor...visitei sua criação como pediu.
Fui a todos os cantos.
Estive no sul, no norte.
No leste e oeste.
Vi e fiz parte de todas as coisas.
Observei cada uma de suas crianças humanas.
E por ter visto, vim até o senhor....para tentar
entender.
Por que? Por que cada uma das pessoas sobre a terra tem
apenas uma asa?
Nós anjos temos duas...podemos ir até o amor que o
senhor representa
sempre que desejarmos. Podemos voar para a liberdade
sempre que
quisermos.
Mas os humanos com sua única asa não podem voar".
E Deus respondeu:

"Eles podem voar sim meu anjo.
Dei aos humanos apenas uma asa para que eles pudessem
voar mais e
melhor que Eu ou vocês meus arcanjos....
Para voar, meu amigo, você precisa de suas duas asas...
Embora livre, sempre estará sozinho.
Talvez da mesma maneira que Eu....

Mas os humanos....os humanos com sua única asa
precisarão sempre dar
as mãos para alguém a fim de terem suas duas asas. Cada
um deles tem na
verdade um par de asas....uma outra asa em algum lugar
do mundo que
completa o par.

Assim eles aprenderão a respeitarem-se pois ao quebrar a
única asa de
outra pessoa podem estar acabando com as suas próprias
chances de
voar.

Assim meu anjo, eles aprenderão a amar verdadeiramente
outra pessoa...
aprenderam que somente permitindo-se amar eles poderão
voar.
Tocando a mão de outra pessoa em um abraço correto e
afetuoso eles
poderão encontrar a asa que lhes falta...e poderão
finalmente voar.
Somente através do amor irão chegar até onde
estou...assim como você
meu anjo.

E eles nunca....nunca estarão sozinhos quando forem
voar."


terça-feira, 26 de maio de 2009


Como você sabe quando encontrou a pessoa certa com a qual deva se relacionar? (Braz Campos Durso)


Normalmente estamos sempre na busca de uma pessoa que possa nos completar, tornando assim nossa vida mais feliz. A grande pergunta que fica é como ter a certeza de quando conseguimos achar essa pessoa? Infelizmente nunca teremos essa certeza e não existe nenhum indício de que isso possa vir a se concretizar de verdade. Até porque na vida nem sempre a lógica prevalece. Quantas e quantas vezes não vemos uma pessoa responsável se envolver com uma irresponsável ? Isso ocorre porque não conseguimos controlar o que move o ser humano: o sentimento. Por isso mesmo, as vezes se fala que o amor é cego. Na verdade ele não é cego, ele é sincero. Amar não é combinar 1+1 = 2. Amar é aprender. E iremos aprender com o que não sabemos, ou seja, com o diferente. Lógico que algumas afinidades são necessárias, mas essas afinidades apenas permitem que o relacionamento dê certo. Na verdade todos relacionamentos dão certo, nem que por um curto período de tempo (como disse Jabor numa crônica). Mas naquele período deram certo e valeram a pena. E o melhor, sempre saimos de relacionamentos anteriores com uma maior bagagem de aprendizado do que quando entramos nele. Só por isso qualquer relacionamento já vale a pena, minimizando quaisquer riscos decorrentes do mesmo. Quando pude perceber isso, passei a me entregar de peito aberto a qualquer oportunidade de me relacionar. Afinal relacionar-se é sentir e aprender. Uma combinação maravilhosa. Essa combinação nos faz sentir-se vivo. Acredito que não devemos pensar no relacionamento como um jogo, no qual temos de sempre pensar antes de movermos qualquer peça no tabuleiro. Já pensei assim por um tempo (e me arrependo de ter pensado assim), mas hoje, tenho certeza de que devemos deixar o sentimento nos dominar. Não devemos jogar, pois num jogo alguém ganha e alguém perde. Num relacionamento, para dar certo, deve-se existir equilíbrio e harmonia. Ninguém deve ganhar. Lembre-se do ditado: sorte no jogo azar no amor. Na verdade devemos saber ceder mais do que ganhar. No relacionamento estamos querendo perder(ceder) para ganhar. Ganhar o crescimento da pessoa amada. Ser irredutível em questões amorosas só pode demonstrar que a pessoa não está preparada para amar. O egoísmo não faz parte do amor verdadeiro. Se eu apenas penso em mim, não estou preparado para pensar no outro. Relacionamento é feito para que a pessoa amada possa sentir-se protegida. Que ela sinta que tem seu apoio, que mesmo no escuro poderá encontrar a sua mão para apoia-la. Quando me falam que devemos ir devagar no início de um relacionamento, eu discordo. Como ir devagar ? Afinal ninguém até hoje soube precisar qual a verdadeira velocidade do amor. Como frear se o que importa não é o tempo e sim a intensidade do momento? Esperar até ter certeza pode significar o fracasso do relacionamento. Afinal, essa certeza pode nunca vir. Para mim o que importa é a vontade de querer estar perto. De compartilhar meus momentos com outra pessoa. Isso já é o suficiente, para eu saber que encontrei a pessoa com a qual devo me relacionar. Se valerá a pena? Não saberei senão tentar. Por isso prefiro arriscar. Tenho apenas uma certeza quando estou disposto a arriscar : aprenderei um pouco mais.


quinta-feira, 21 de maio de 2009


As vezes no amor existem muitas perguntas que acabamos por fazer quando um relacionamento termina por algum motivo. Independente do que possa ter acontecido devemos sempre lembrar que o importante foi ter existido um momento, uma pessoa e principalmente um sentimento.
Espero que gostem desse texto que escrevi hoje.

POR QUE VOCÊ E EU ? (Braz Campos Durso)


Por que nos escondiamos na sombra, sabendo que a luz é necessária ?

Por que eu escolhi o sol e você preferiu a lua se os eclipses de encontros entre eles são tão raros ?

Por que seria tão importante a nossa aprovação externa em detrimento do verdadeiro sentimento ?

Por que mesmos molhados de chuva, você ainda teve medo de cantar e sorrir ?

Por que as flores enviadas para te perfurmar e alegrar não cumpriram na plenitude esse papel ?

Por que mesmo sabendo que não deviamos, nos queriamos de forma mais intensa ?

Por que parecia que era errado, mas sabiamos ser certo ?

Por que a demora na intimidade nos tornou tão rapidamente cumplices um do outro ?

Por que apesar de erros meus e seus, sempre nos tornamos apenas um ?

Por que nossos olhos não conseguiam se fixar um no outro sem que nossas bocas se tocassem ?

Por que nosso coração acelerava quando estavamos juntos, sem que dessemos conta disso ?

Por que nosso sorriso e o brilho em nosso olhar, nos despiam frente a todos ?

Por que enquanto nos beijamos nada mais nos importava ?

Por que você jurou ser só minha e eu queria ser apenas seu ?

Por que aquela felicidade momentânea não pode se tornar uma constante duradoura ?

Por que apesar de toda história mágica que sempre existiu, deixamos nosso coração calar ?

Por que apesar de termos tudo, terminamos sem nada ?

Apesar das contradições, só uma coisa valeu

Existiu VOCÊ e EU


quarta-feira, 20 de maio de 2009


COMO  NASCE UM PARADIGMA

Um grupo de cientistas colocou 5  macacos numa jaula, no seu centro puseram

uma escada e, sobre  ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a

escada para  apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água

fria nos que estavam no chão.

Depois de  certo tempo, quando um macaco tentava subir a escada, os outros

enchiam-no de pancadas. Passado algum tempo, nenhum macaco subia mais a

escada, apesar da tentação das bananas. Então, os  cientistas substituíram

um dos cinco macacos.

A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo  rapidamente

retirado pelos outros, que o surraram. Depois de  algumas surras, o novo

integrante do grupo não mais subia a escada.  Um segundo foi substituído, e

o mesmo ocorreu, tendo o primeiro  substituto participado, com

entusiasmo, da surra ao novato. Um  terceiro foi trocado, e repetiu-se o

fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram com um grupo de 5 macacos que mesmo nunca tendo

tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar  às

bananas.

Se fosse possível perguntar a  algum deles porque batiam em quem tentasse

subir a escada, com  certeza a resposta seria:

"Não sei, as coisas sempre foram assim  por aqui..."


Não devemos perder a oportunidade de  passar esta história para nossos

amigos, para que, vez por outra,  questionem-se porque estão batendo ou

apanhando.



TRISTE ÉPOCA!

"É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO".


Albert  Einstein


Cartas de AMOR


Todas as Cartas de Amor são Ridículas - Fernando Pessoa

Todas as cartas de amor são

Ridículas.

Não seriam cartas de amor se não fossem

Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,

Como as outras,

Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,

Têm de ser

Ridículas.

Mas, afinal,

Só as criaturas que nunca escreveram

Cartas de amor

É que são

Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia

Sem dar por isso

Cartas de amor

Ridículas.

A verdade é que hoje

As minhas memórias

Dessas cartas de amor

É que são

Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,

Como os sentimentos esdrúxulos,

São naturalmente

Ridículas.)


Por que escrever para um amor


Após ler essa poesia de Fernando Pessoa parei para pensar e refletir. Por que será que se escreve cartas de amor ?


Escrever uma carta de amor pode ser algo perigoso.

Já que ao escrever, acabamos por expor nosso sentimento mais íntimo a um público desconhecido

Corremos o perigo de que outras pessoas ao lerem, não entendam o sentido real daquelas palavras, já que são direcionadas a uma única pessoa

Seremos denominados de ridículos.

Afinal. todos sentem, mas poucos tem coragem de demonstrar

Nos dias atuais todos se escondem em redomas de vidro, num isolamento sem fim

Sacrificam a respiração pura do ar em detrimento da verdadeira felicidade

Parece que mais vale ser um "normal" do que um apaixonado ridículo

Essas pessoas não deixam mais seus sentimentos serem expostos ao público

Talvez esse medo de se expor e de ter contato físico possa nos responder o sucesso da comunicação virtual

No mundo virtual podemos nos expor pois sabemos que a outra pessoa "virtual" não poderá nos julgar "olho no olho"

Mas se em nosso íntimo queremos ser nós mesmos

Se não queremos ser manipulados pela mídia

Se queremos ser livres

Por que então o medo de se expor ?

Por que ter tanto medo de expor o que há de mais bonito que é o sentimento de amar

Cansei de tentar me esconder

Cansei de tentar fingir

Cansei de seguir regras rígidas da mídia que não me deixam ser feliz

Estou me libertando dessa máscara de ferro

Resolvi expor em palavras tudo que sinto

Quero apenas poder gritar o quanto te amo

E demonstrando o quanto te amo sei que estarei cada vez mais vivo

E se estou vivo é porque sei que TE AMO

e se te amo sou portanto RIDÍCULO


terça-feira, 19 de maio de 2009

SOU EU

Minha felicidade sou eu, não você
Não porque você somente pode ser temporário
Mas também porque você quer que eu seja o que não sou

Não posso ser feliz quando mudo
Só para satisfazer o seu egoísmo
Nem posso me sentir contente quando você me critica por
Não ter os seus pensamentos
Ou por ver como você vê

Você me chama de rebelde
No entanto, cada vez que rejeitei as suas crenças
Você se rebelou contra as minhas
Não procuro moldar a sua mente
Sei que você está se esforçando muito para ser só você
E não posso permitir que me diga o que ser ....
Pois estou-me concentrando em ser eu

Você disse que eu era transparente
E fácil de esquecer
Mas então por que tentou usar a minha vida,
Para provar a si mesmo o que você é ?

"A autora desse texto Michelle passou tão pouco tempo conosco, antes de escolher aquela praia brumosa para continuar o seu caminho. Foi em julho de 1967, e você só tinha 20 anos. Ela nos deixou 25 poesias. Achou muito difícil ser "só eu". Esperamos que essas poesias estejam apresentadas como você desejaria. Michelle você estará presente, nós a amamos, precisamos de você e prometemos que será lembrada sempre, até nos encontrarmos de novo.... São Francisco, julho de 1969."


Adoro muito esse texto porque reflete o que a maioria das pessoas tentam fazer hoje em dia. Usar alguém para se encontrar. Tentar outra pessoa para saber quem sua essência é na verdade. A autora do texto acima Michelle não aguentou esse espelhamento e deixou o mundo. Deixando saudades nas pessoas que gostavam dela. Suas palavras servem de alerta para a necessidade de superarmos a demanda emocional causada nas pessoas por isso. Sinto apenas um certo rancor nas palavras de Michelle com relação a pessoa que ela amava. Talvez por isso ela não tenha aguentado a pressão e por isso não pensado nas pessoas que deixaria para trás com sua atitude intempestiva.

Abaixo um texto que escrevi refletindo sobre o tema acima. Espero que gostem.

EU MESMO (Braz Campos Durso)

Já cansei de ser usado para alguém se encontrar e também de usar alguém para tentar me encontrar.
Hoje percebi que só poderei ser EU MESMO se me libertar de tudo.
Só poderei ser EU MESMO se não depender de me olhar dentro de ninguém.
Só poderei ser EU MESMO se souber me aceitar e agir do meu próprio modo.
Só poderei ser EU MESMO se souber viver a plenitude do meu próprio ser.
Só poderei ser EU MESMO se souber reconhecer as limitações que tenho e até onde poderei chegar com minhas próprias pernas.
Só poderei ser EU MESMO se souber aceitar as quedas e mais ainda se souber me levantar após as mesmas.
Só poderei ser EU MESMO quando aprender a me aceitar.
Só poderei ser EU MESMO quando não depender de um espelho humano para me refletir.
Só poderei ser EU MESMO quando me deliciar com minhas limitações.
Só poderei ser EU MESMO quando der início as coisas que anseio.
Só poderei ser EU MESMO quando souber esquecer o passado, seguindo em frente.
Só poderei ser EU MESMO quando valorizar o simples ato de respirar.
Só poderei ser EU MESMO quando souber olhar e apreciar o que vejo.
Só poderei ser EU MESMO quando eu estiver VIVENDO !!!!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Poesia e texto sobre o AMOR


Esse poema de Pablo Neruda abaixo, mostra muito bem como é o sentimento humano do amor.

Sempre dúbio, sempre um jogo de palavras e ações que terminam por refletir um sentimento


Saberás que não te amo e que te amo

porquanto de dois modos é a vida,

a palavra é uma asa do silêncio,

o fogo tem sua metade fria.


Eu te amo para começar a te amar,

para recomeçar o infinito

e para não deixar de te amar nunca:

por isso mesmo é que ainda não te amo.


Te amo e não te amo como se tivesse

em minhas mãos a chave da ventura

e um incerto destino desditado.


Meu amor tem duas vias para amar-te.

Por isso te amo quando não te amo

e por isso te amo quando te amo.


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Aproveito esse tópico para postar um texto que eu escrevi chamado: QUANTAS VEZES

ainda não tenho coragem de dizer para quem esse texto foi escrito (e na verdade isso não é o mais importante agora), mas sei que a pessoa vai reconhecer as palavras que são dirigidas a ela e que deveriam ter sido ditas no momento correto


Quantas Vezes (Braz Campos Durso)


Quantas vezes tive medo de amar e me entregar de verdade a quem jurava me amar

Quantas vezes escutei palavras fortes no meu ouvido, respirações aceleradas coladas ao meu corpo, e mesmo assim tive medo de me entregar

Quantas vezes deixei o pensamento fluir para bem longe enquanto o que deveria fazer era dizer apenas uma sentença: EU TE AMO!

Quantas vezes por fraqueza preferi fugir a lutar por você

Quantas vezes relutei em escrever o que escrevo por não ter maturidade para entender o que sentia

Quantas vezes deixei-me levar por comentários, ao invés de escutar meu coração

Quantas vezes relutei em aceitar que encontrei por não acreditar que era você

Quantas vezes agi quando devia pensar e pensei quando deveria agir

Quantas vezes joguei xadrez num tabuleiro de emoções e te pus em xeque-mate

Quantas vezes fiz perguntas sabendo que não poderia entender suas respostas

Quantas vezes precisarei acordar para entender que um dia você partiu, e que poderia ter te impedido dizendo apenas: EU TE AMO !


quarta-feira, 22 de abril de 2009

A infelicidade é necessária: a dor deve fazer parte do cotidiano- Ronald Dworkin

na revista Época do dia 30 de abril apareceu uma entrevista extremamente interessante de um médico e cientista político que publicou um livro chamado FELICIDADE ARTIFICIAL que acabou de ser lançado aqui no Brasil. Alguns pontos da entrevista merecem comentários.


O autor durante a entrevista fala que a infelicidade é parte da condição humana. Conforme ele, se a tristeza cotidiana é uma doença, então todo mundo é candidato a um tratamento. Isso explica por que um em cada quatro americanos toma antidepressivos atualmente.  Segundo o autor, isso é um grave problema da sociedade. Ele ressalta que às vezes precisamos passar por um forte período de infelicidade para mudar nossa vida. De acordo com o autor, a felicidade artificial (causada pelos antidepressivos) pode roubar esse impulso vital e manter as pessoas estagnadas em uma “felicidade envergonhada”. Aqui faço uma reflexão.... é realmente nos momentos de maior dificuldade que agente percebe o quanto é forte e o quanto consegue seguir em frente. As vezes um tombo é fundamental para podermos pensar de forma mais racional e conforme a filosofia do autor dessa entrevista, creio que esse grau de racionalidade e de superação necessária nessas situações pode não ser possível de conseguir. Talvez por isso ele denomine essa situação de felicidade artificial. Como o próprio nome diz, nada artificial pode ser comparado com uma situação natural.

Pessoas com felicidade artificial às vezes decidem sem clareza na mente. Essa afirmativa dele é de muita profundidade, afinal... nossos neurotransmissores tomaram um papel primordial em detrimento do verdadeiro “culpado” que são os fatos da vida.

Muitas das pessoas que o autor entrevistou tomaram decisões prioritárias na vida (como deixar um emprego ou pedir divórcio) porque a felicidade artificial silenciou os medos e a cautela natural; tornou-as inconseqüentes. Essa afirmação do autor é de extrema gravidade. Com cada vez mais pessoas imersas nesse tipo de felicidade artificial, iremos ver cada vez mais atitudes inconseqüentes por parte das pessoas. E pior ainda, como poderemos saber que determinada pessoa está mergulhada nesse tipo de situação clínica de dependência de antidepressivos ? Me pergunto se algumas das atitudes que algumas pessoas que eu conheço e que eu acho meio estranhas (as atitudes) não poderiam ser decorrentes do uso de antidepressivos, afinal... aqui no Brasil também não deve ser raro as pessoas serem submetidas a essa medicação devido a situações de infelicidade. Brincar com o controle dos neurotransmissores pode ser mais perigoso do que pensamos.

O mais grave possível é o fato de cada vez mais crianças nos EUA estarem tomando antidepressivos. Isso retira das crianças uma parte fundamental no seu desenvolvimento, que é o fato de estarem infelizes às vezes. Esse fato tem feito as crianças pensarem que a felicidade não vem do cotidiano e sim da medicina. Criando assim pessoas que não precisam de nada de ninguém e que não esperam nada em troca, tornando-as perigosas. Esse pode ser um motivo que tem levado a tantas tragédias nas escolas e universidades americanas.

Essa entrevista extremamente interessante me despertou o interesse de ler esse livro do autor. A serenidade com a qual ele expõe seus argumentos e pensamentos são realmente um convite a leitura do texto na íntegra.

A hora de saber deixar as coisas para trás

Será que estaremos algum dia preparados para deixar alguma coisa que nos é importante para trás ?  Acho que provavelmente nunca estaremos, mas também sei que as vezes isso é necessário, senão mesmo, essencial para que possamos seguir em frente

Tem uma música que o Oswaldo Montenegro canta chamada a lista. Essa letra é legal porque dá o real sentido das coisas nessa vida, ou seja, a constante evolução. Essa evolução acaba por significar mudar, o que para muita gente pode ser uma coisa temível só de se pensar. Mas não tem como fugir. Nossa vida está sempre em constante transformação e as mudanças são necessárias.

Não conheço ninguém que se mantêm o mesmo durante toda a vida. Estamos sempre procurando evoluir, melhorar e conseguir novas coisas. Isso tudo acaba se traduzindo em MUDANÇA. E mudar significa deixar para trás, algumas coisas que achamos que seriam imutáveis. Quem nunca achou que seria feliz para sempre do lado de uma namorada e algum tempo depois, vê que a vida continuou, e está até melhor, estando com outra pessoa que talvez ele nunca pensou que um dia estaria junto ? E aquela pessoa com quem ele achou que passaria toda a sua vida, hoje simplesmente não faz mais parte de nenhum momento da sua vida atual. Isso se traduz em MUDANÇA e lógico, as perdas à ela associada.

Mas o que pode ser mais complicado, é quando você percebe que precisa dessa mudança e tem de fazer coisas contra o seu coração, justamente por saber que a evolução rumo ao futuro será mais importante para você. E evoluir rumo ao futuro sólido significa muitas vezes deixar para trás alguém que algum dia nos fez tremer, fez nosso coração bater mais forte, fez nosso corpo experimentar algo totalmente diferente, nos fez sentir um carinho muito grande e sincero. Mas, ao mesmo tempo, nos fez enxergar o momento de deixar tudo para trás para procurar ser feliz. E posso ser sincero, como é DIFÍCIL saber que temos de deixar alguma pessoa para trás para seguirmos em frente. Talvez seja uma das decisões mais difíceis que tomamos em nossa vida, pois irá repercutir em vários aspectos no nosso futuro. Mas é uma decisão que temos de tomar e invariavelmente a tomamos.

O mais importante é saber que mesmo com alguma dor decorrente das decisões, elas existem para que possamos crescer e principalmente seguir em frente. Devemos acreditar sempre nas coisas boas e nos bons sentimentos das pessoas que nos cercam. Para cada sentimento desprezado por alguém, existirá sempre uma outra porta aberta esperando ser trespassada para permitir esse sentimento sincero ser colhido de forma natural. Muitas pessoas não conseguem ser felizes (independente de estarem com alguém ou não), justamente pelo fato de estarem sempre jogando, sempre envolvidos numa brincadeira com a coisa mais pura e brilhante da humanidade que é o SENTIMENTO. Nunca devemos brincar com isso em hipótese alguma. Valorizar os sentimentos das pessoas é essencial para idealizarmos um futuro construído com respeito e AMOR.

Por isso acho que devemos pensar muito antes de lidarmos de forma inadequada com o sentimento de alguma pessoa. Devemos nos esforçar sempre para compreender as diferenças, respeitar e principalmente PERDOAR. Devemos saber que somos imperfeitos e que erramos constantemente. Mas é importante apesar de tudo, termos consciência da constante evolução e das mudanças. E direcionar tudo isso rumo ao nosso futuro sólido. Chega de deixar as coisas acontecerem ao nosso redor de forma aleatória. Devemos tomar o rumo das situações e sermos HUMANOS.

Devemos principalmente acreditar que é hora de deixar alguma coisa ou alguém para trás e seguir em frente. Chega do passado..... viva o seu     PRESENTE. Se irei sofrer ou não, isso já não me importa. Sei que essa é a minha hora. Você sabe quando é a sua ?